AMARGO CANTO

© Alonso Rocha

 

Haste pendida no abismo

          ostra em mar perdida

                             víbora

                    em ventre de luz.

Com tua coroa de espinhos

                  trançada por ladrões

ladras crucificadas

                            e na treva

perdoas a que lança os dados

e a que lava as mãos e seus anéis.

 

No rio

             os manguezais

amarelecem o sangue de teus punhos

e a teus pés a ânfora da solidão

                       recolhe a tua sede

                             e a tua nudez.

 

Oh! Minha alma! Desce de tua cruz

                           e minha túnica devolve

e as trinta moedas

                            cobradas pelo amor.

Autor: Alonso Rocha

Direitos autorais reservados ao autor.

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