© Soneto Alonso Rocha

 

 

Das papoulas da noite colho o espanto

- chuva antes da Lua aparecer –

e das gotas do orvalho teço o canto,

mistura de cansaço e de sofrer.

 

Na armadilha da aranha aceito o encanto

( macho prestes a amar e fenecer)

e da ferida aberta flui-me o pranto

- linfa de garça em vôo de se perder.

 

Ninguém percebe como dói a espera

- ave noturna, cais de pedra, fera –

atalho de um caminho amargo e escuro.

 

Então floresce o poema, essa oferenda,

mais sombra do que luz, trapo que renda,

flauta de amor de pássaro maduro.

Autor: Alonso Rocha

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