© Alonso Rocha

 

 

Lua de celofane – lua amarga,

a mensagem de amor que hoje me trazes

rasga no coração como tenazes,

essa dor que se alarga, que se alarga.

 

Lua de gesso estéril, em tua carga,

por não me decifrar, tu te comprazes,

em ver que eu sou, em tons tristes, lilases,

jogral de um circo azul, na noite larga.

 

De sofrer já cansei, mas dizes: - “Ama!”

e tua luz – espelho onde me encanto –

na ante-manhã deserta, se derrama.

 

Porém não creio mais no teu milagre;

- quem teve tanto amor, odeia tanto;

eu que fui vinho agora sou vinagre.

Autor: Alonso Rocha

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