© Alonso Rocha

 

Quando moço roubei na madrugada

do seio de uma flor recém-aberta

uma gota de orvalho e como oferta

a deixei em teus lábios, abrigada.

 

Hoje, quando recordo (Oh! Doce Amada!)

esse tempo de arroubo e descoberta

uma saudade, trêmula, desperta

e vem sangrar-me com a sua espada.

 

Iguais a flor, também envelhecemos

mas ao despetalar ainda trazemos

almas unidas, mãos entrelaçadas,

 

porque do amor a essência mais preciosa

( assim como o perfume de uma rosa)

permanece nas pétalas secadas.

Autor: Alonso Rocha

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