© Lizete Abrahão

Quero ter a quem amar
Não importa quando
Não importa quanto...e amo tanto...
Beber do mesmo pranto
Viver do mesmo ar...
Do mesmo amor..
Ao tudo ou nada me expor...

Tenho sonhos e no entanto...
Farta de amor e de ardores, me bebem
Não há taça que se me ponha, vazia
Meus perfumes e licores... se perdem...
Debalde me debato em distâncias
Minhas ânsias grito e clamo...
Aos astros, campos e ventanias...

Tanto quebrar em desalentos...
Coração pleno de encantos e mel...
Quero ter a quem amar tão plenamente...
Que afugente tão completamente
Essa demora de amar como que fel...
Amarga meus dias e profundezas..
Em quebrantos e sutilezas...

Quero ter a quem amar...
Como rosa se abrindo perfumando...
Velas se inflando em ninfas e véus...
Mas exausta na demora...ao léo...
O meu amor tarda a chegar
Mas... quando chegar...
Esquecerei claustros e solidão

Hão de fugir medos e outras gentes
Abrirei janelas sob os poentes...
Nas salas noturnas da saudade
Deporei meu sol... minha vida..
Embrulharei a noite em mantos...
Como de nuvens, toda em branco
Acordarei a poesia adormecida..

Quero ter a quem amar...e tanto...
Que meu amor ao aportar em mim...
O levarei entre brilhos de luar...
Ao coração do universo...
Das harmonias, dos anjos e dos versos...
Céus e terras se abrirão em cantorias...
Eu-lua serei a iluminar os seus dias...

Quero ter a quem amar... e tanto...

Autoria: Lizete Abrahão

(Direitos autorais reservados a autora)

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