© Lizete Abrahão

 

Dizer dela

Por feia ou bela

Que é frágil pela lágrima

Que se agiganta na dor

É meiga de filho ao seio

É  fera por sua cria

Uterina de corpo farto

Visceral em mesa vazia.

 

 

Se sublima em luz de parto 

E se entrega fêmea em amor

Se arde em raiva contida

E perdoa o medo do quarto

Que se ilude, desiludida 

É conforto e perdição...

Ninando seres perdidos...

No aconchego da mão.

 

 

Santa ou só um ser...

Ou menina de lassos instintos?

Animal na brisa e vento

Folha fina e firmamento... 

Criadora do universo

Se alimenta sem nem ter...

Dos sonhos sem sonhar

Faz a vida se mover.

 

 

Em jogo de fogo perverso

Renasce no ente parido

Morre no perdido filho.

Estrela que cai sem brilho

Sol infinito ou luar

Se debate na injustiça  

Se bate por seu lugar

Empunha  espadas e paixão.

 

Rasga mundo e coração

Na cama ou em altar

É o ventre da Terra

É origem e final

É o pão e o sal

Do nunca e do sempre

Sente e ressente

Inspiração e alento.

 

 

Pra tudo mais que se disser

Que se diga apenas...

Mulher.

(Direitos autorais reservados à autora)

 

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