Almoço do Círio – Outro grande momento de emoção, nesta festa que é só emoção. Quando termina a procissão do Círio, as famílias paraenses, as centenas de milhares de pessoas que lotavam as ruas de Belém, voltam às suas casas, para confraternizar em torno de mesas fartas, onde são servidas as mais deliciosas iguarias típicas da terra: , É dia de muita festa, de matar as saudades, de rever os parentes e amigos distantes, que chegam a vir de muito longe, até de outros países, só para esse grande reencontro e para saborear um gostoso pato no tucupi, presença obrigatória em todas as mesas no tradicional Almoço do Círio. 

Não falta na mesa do paraense a “Maniçoba”, um dos mais condimentados pratos da Amazônia, talvez o mais indígena de todos. Maniva (folha de mandioca-brava), cozida por pelo sete dias, toucinho, pé, orelha e língua de porco salgados, paio, chouriço, lingüiça, charque, entre outros. Até parece uma feijoada, mas trata-se da maniçoba mesmo, e seu preparo dura vários dias. Servida com arroz branco, farinha de mandioca e pimenta-de-cheiro, a maniçoba tem aroma e sabor irresistíveis. Quanto ao tacacá, que nem sempre é servido na ceia do Círio, já recebeu todas as denominações possíveis: saboroso, quente, exótico, picante ardente e muito mais. Além do tucupi, sua preparação leva pimenta-de-cheiro, camarão, goma da tapioca (também derivada da mandioca) e jambu, folha originária da Amazônia, que provoca uma suave dormência nos lábios. As cores e o aroma do tacacá, que só deve ser servido em cuias pretas, pintadas artesanalmente, dão ao prato (alguns preferem chamar de sopa) uma característica única.

Saudade e Emoção na Despedida à Senhora de Nazaré

O Recírio é o último momento do Círio de Nazaré. É quando os paraenses se despedem de sua padroeira, na segunda-feira, 15 dias após a grande procissão do segundo domingo de outubro. Nesse dia, a cidade pára. O sentimento é de saudade. É o fim do encontro entre Mãe e Filho. De manhã, quando é realizada a procissão, nada funciona em Belém. O comércio fecha as portas e nas repartições públicas, o ponto é facultativo. A procissão do Recírio é triste. As lágrimas na face dos fiéis simbolizam o adeus a Nossa Senhora.

Nas mãos dos romeiros, a maioria idosos, os lenços brancos saúdam a passagem da Virgem pelas principais ruas do centro da cidade. O Recírio começa após uma missa campal no Centro Arquitetônico de Nazaré às primeiras hora da manhã. Depois, a imagem da padroeira dos paraenses é conduzida em um andor pelas ruas ao redor da Praça Santuário, em frente a Basílica de Nazaré em direção à Capela do Colégio Gentil Bittencourt, onde ficará até o próximo Círio. É um trajeto curto, de apenas meia-hora, mas suficiente para os fiéis prestarem suas últimas homenagens à Santa. Durante o cortejo, saudações do tipo "Viva Nossa Senhora de Nazaré; Viva a Mãe dos brasileiros; Viva a Rainha da Amazônia; Viva a Rainha do Pará; e Viva a Mãe da humanidade", aliadas à queda de papéis picados lançados das janelas dos edifícios, dão o tom da festa para Senhora de Nazaré.

É nesse ritual, repleto de saudade e emoção - que existe há mais de um século - que se renovam a devoção e o amor a Virgem Santíssima.

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Fontes:

http://www.pa.gov.br/hotsite/ciriodenazare/

http://www.samistur.com.br/turismo/t00003.asp

http://oglobo.globo.com/especiais/cirio/domingo.htm#belem

http://www.virtual.epm.br/uati/corpo/cultura6_cirio_de_nazare.htm