@ Paulo Roberto A. Rodrigues

 


  Olhei para o espelho hoje e vi
  algo estranho, conhecido,
  conhecido para os que descordam, estranho para os que concordam,
  talvez seja algo fascinante, desprezível,
  desprazível para os que tem apreço por algo fantástico, fantasticamente...
  Ridículo,
  um sentimento de culpa que nasce de um encontro, desencontro...
  Um encontro marcado de desencontros,
  tal como a sublimação da água para o gás,
  tal como a sublimação do desprezo para o amor...
  Amor, aquele gerado por um sentimento de necessidade, necessidade aquela 
  gerada pela solidão...
  Solidão que ainda existe, mas camuflada por uma cortina chamada 
  felicidade.
  Eis uma palavra difícil de entender.
  Uns dizem que se cria com o tempo, outros dizem que se cria com os 
  momentos...
  Bem, se se cria com o tempo, digamos que sou triste, mas se ela se cria com 
  os momentos, me considere um felizardo,
  pois momentos não faltam para aquele que acha que tudo vai melhorar, piorar...
 Melhorar para aqueles que descordam, piorar para os que concordam com a 
  melhora.
  Melhora que seria possível com a tolerância daqueles que são intolerantes,
  ignorantes.
 Intolerantes demais para tolerar um amor, ignorantes demais para ver o 
 que esse algo estranho e conhecido tem em mente.
 Mente, aquela conturbada pela solidão.
 Solidão aquela gerada por uma necessidade.
 Necessidade de amar, odiar...
 Mas, se amor e ódio são diferentes, porque andam juntos?
 Talvez seja porque  de um amor mal sucedido surja o ódio,
 mas, mal sucedido por causa da intolerância.
 Intolerância daqueles que precisam ter tolerância para melhorar
 uma situação desconhecida, conhecida.
 Desconhecida para aqueles que acham que um amor bem sucedido e verdadeiro é
 coisa de novela.
 Conhecida para aqueles que sabem que é verdade.
 Um amor não é bem sucedido, e sim bem aproveitado
 Proveito daqueles que seria impossível na situação em questão
porque há intolerantes que precisam de tolerância para melhorar... Melhorar um espaço que está limpo esperando apenas uma oportunidade para se
mostrar tal como aquele “algo” estranho e conhecido.
Algo que diz amar, odiar...

Amar aqueles que dizem amá-lo, odiar aqueles que dizem odiá-lo. Mas, por que não amar a todos? Odiar a todos?

Odiar alguém amado para aquele algo pode ser possível, se esse alguém amado,
 precise ser odiado para que volte a felicidade.
 Felicidade aquela dividida entre momentos e tempo.
Tempo aquele que é curto e longo.

 Curto para viver, longo para chegar
 Mas, para chegar, um sentimento de culpa deve ser disperso.
 Culpa avassaladora que suga toda a lucidez.
 Culpa sentida por esse alguém estranho e conhecido, por ter que odiar 
 aquela que ama.
 Mas, para tudo existe uma saída.
 Saída aquela que depende do ser amado pelo algo estranho e conhecido.
 Pense, pense e verá a saída.
A saída que pode ser o término de uma vida,
a saída que pode ser o início de uma nova vida.
Vida aquela cobiçada por todos que ainda estão lúcidos Mas, uma coisa esse algo estranho e conhecido esqueceu de mencionar
que seu amor é maior que a intolerância dos ignorantes.

E o algo estranho e desconhecido está disposto a enfrentar esse mar de intolerância.

Basta que o ser amado se manifeste e diga o que acha,
assim poderão encontrar a saída juntos... A saída para uma nova vida, para a felicidade, momentos, tempos...

 

(Direitos autorais reservados ao autor)

 

 

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