Lá fora morre a tarde, mas não vens
banhar de luz meu tenebral caminho;
só de pensar, em ânsias me espezinho,
que são de outro os teus secretos bens...

Sim, é de outro o teu vernal carinho,
toda a volúpia que em teu corpo tens;
mas fazes dos meus ais  fiéis reféns,
pra me obrigares a te amar sozinho.

Com outro irás ao baile... e em ti pressinto
os teus enfeites, teus sutis rebuços:
a echarpe, o brinco, o bracelete, o cinto...

Num leito frio caio, então, de bruços,
quando duas lágrimas no rosto  sinto,
rolando mansas sobre os meus soluços!


Autor: Humberto Rodrigues Neto

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