Não sei se as tuas colchas são de arminho,
se de  cambraia teus lençóis e as fronhas,
se  de  brocado  o   edredom  do  ninho,
onde  comigo  nem  de  leve  sonhas.

Se  são  de  seda, musselina ou linho,
tuas  camisolas,  sérias  ou  risonhas...
e ao ventre, aos seios, nem leve adivinho
de que é que seja tudo o mais que ponhas.

E em pensamento, meu amor, consigo
ir ao teu leito... o negligê...  tuas meias...!
e abres-me o colo ao me sentir contigo!

E nua...  Nua!  Toda  nua,   enleias
teu corpo ao meu! E vens fazer  comigo
(meu Deus, que lindo!) tantas coisas feias!

 

Autor: Humberto Rodrigues Neto

(Direitos autorais reservados ao autor)

 

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