© Soneto Severino Silveira de Souza

Ali, pertinho do portão da casa,

num cinamomo antigo, à beira-estrada,

o  João-de-barro ergueu sua  morada,

o seu ranchinho que na argila embasa.

 

Numa forquilha  esbelta, resguardada,

contemplo agora na emoção que abrasa

o  construtor audaz que não se  atrasa

cantarolando  ao fim duma empreitada.

 

Numa  forquilha  da  alma também tenho

modesto rancho que eregi, co’empenho,

remodulando  com  sorriso  e  ardor .

 

E  no  jardim do sentimento  amasso

ervais de solidão, buscando  espaço,

p’ra  edificar  caramanchéis de amor.

Autor: Severino Silveira de Souza

(Direitos autorais reservados ao autor)

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